Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade

Em 2016, mais de 1,9 mil milhões de adultos em todo o mundo tinha excesso de peso, dos quais 650 milhões eram obesos.



A obesidade é definida pela acumulação excessiva de massa gorda corporal, com forte impacto negativo na saúde.


Além de apresentar implicações no aparecimento e curso de diversas patologias (como a diabetes, a doença cérebro e cardiovascular, a patologia osteoarticular e a generalidade dos cancros), contém ainda um relevante impacto económico e social.


O custo associado ao tratamento da obesidade acarreta uma elevada carga nas despesas em saúde. Segundo o relatório “The Heavy Burden of Obesity – The Economics of Prevention” da OCDE, 10% da despesa total em saúde em Portugal é utilizada para o tratamento de doenças relacionadas com o excesso de peso, percentagem superior à média dos países da OCDE (8,4%).



A obesidade afeta mais de 20% da população adulta portuguesa


O excesso de peso (obesidade e pré-obesidade) atinge mais de metade da população. Como tal, é premente promover um estilo de vida saudável enquanto estratégia para a sua prevenção. Apesar desta doença apresentar uma etiologia multifatorial, a alimentação inadequada é um dos principais determinantes. A intervenção nutricional deverá assentar na implementação de um balanço energético negativo, sendo esta uma condição fundamental para a redução ponderal, considerando ainda a satisfação das necessidades nutricionais, objetivos terapêuticos e a adequação às rotinas individuais.


As restrições menos intensas, embora se traduzam em reduções de peso menos marcadas, podem conduzir a resultados mais sustentáveis. Deste modo, uma progressão gradual da restrição energética pode permitir que o indivíduo implemente novos comportamentos, resultando na consolidação de novos hábitos.


Algumas das estratégias da intervenção nutricional assentam em:


Reduzir a densidade energética da dieta:

  • Substituir os alimentos com elevada densidade energética por alimentos com elevada densidade nutricional;

  • Reduzir o consumo de açúcares, evitando o açúcar adicionado e as bebidas açucaradas;

  • Evitar a ingestão de alimentos ricos em gordura;

  • Aumentar o consumo de hortofrutícolas, através de sopas, guarnição, snacks e enquanto ingrediente adicional em receitas;

  • Promover uma metodologia de confeção mediterrânica, através da utilização de ingredientes com baixo teor de gordura, controlo do uso de gordura em salteados, estufados e assados e recurso a ervas aromáticas em detrimento do sal.


Adotar padrões de refeição regulares:

  • Garantir pelo menos três refeições, como o pequeno-almoço, almoço e jantar;

  • Ponderar a inclusão de refeições intermédias.

Diminuir a velocidade da ingestão:

  • Reduzir o “tamanho” de cada garfada, pousar os talheres entre cada ingestão e mastigar devagar.


Nutrição no Espaço S

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